Educação à Distancia regista aumento de alunos, apesar dos desafios impostos pela fraca expansão da rede das Tecnologias de Informação e Comunicação, sobretudo nas zonas rurais, principal foco deste sistema de ensino, em Moçambique.
Quem o diz é Jorge Ferrão reitor da Universidade Pedagógica.
Ferrão falava hoje em Maputo durante a abertura da 4ª Conferencia Nacional de Educação à Distancia.
O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, considera o início do programa de formação de professores 12ª+3 anos, como parte das realizações do Governo para assegurar que todo moçambicano tenha acesso ao ensino e educação de qualidade.
Do Rosário falava na cerimónia de lançamento oficial do programa, na província da Zambézia, onde se encontra, desde ontem, a realizar uma visita de trabalho.
Segundo o dirigente, a maior aposta deste Governo é ver Moçambique dotado de capital humano capaz de responder aos desafios do momento, sobretudo para converter os nossos recursos naturais em riqueza que beneficie aos cidadãos, de modo a acelerar o desenvolvimento socioeconómico do país.
O programa que se enquadra no âmbito do sistema da monodocência vai permitir que o professor esteja capacitado a leccionar todas as disciplinas do ensino primário, bem como, acompanhar o progresso dos seus alunos durante os primeiros seis anos de escolaridade, referiu.
O programa tem como objectivo aprimorar a formação de professores para o Ensino Primário e Educação de Adultos, de modo a preparar-lhes e integral que lhes confere habilidades para leccionarem em regime de monodocência e de efectiva inclusão.
OS professores devem ajudar as crianças a exercitar as suas habilidades e competências a partir do Ensino Primário, de modo a desenvolver o seu potencial intelectual e estimular-lhes o gosto pela ciência e tecnologia.
A recomendação é do Primeiro-ministro, que ontem presidiu, em Quelimane, na Zambézia, ao lançamento do curso de formação de professores para o Ensino Primário e educação de adultos, na modalidade 12ª classe + 3 anos.
Segundo Carlos Agostinho do Rosário, o país precisa de formar uma geração de profissionais mais competentes, capazes de promover o conhecimento técnico-científico, colocando-o ao serviço do desenvolvimento.
“A educação e formação são os pontos de partida e chegada de qualquer sociedade que almeja alcançar o desenvolvimento socioeconómico, cultural e ético, por isso, as competências devem ser alicerçadas logo no Ensino Primário”, disse.
Destacou que a introdução daquele curso resulta do esforço de investimento feito pelo Governo no quadro da implementação da lei 18/2018 do Sistema Nacional de Educação, aprovado em Dezembro do ano passado, cujo objectivo é melhorar a qualidade de formação do corpo docente, de modo a resultar na elevação das competências dos alunos.
Com o novo modelo de formação, pretende-se oferecer uma oportunidade de treinamento prático e integral que conferirá aos formandos habilidades para leccionarem numa perspectiva de inclusão, bem como administrar conteúdos para todas as disciplinas e assegurar um acompanhamento estratégico do progresso dos alunos.
Os formandos estarão igualmente em condições de atender as crianças com necessidades educativas especiais, ensino bilingue e outros programas de intervenção pedagógica.
O Primeiro-ministro referiu ainda que os professores formados para a educação de adultos estarão capacitados para ensinar os jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de estudar mais cedo.
O governante assegura que estes professores estarão igualmente capacitados para transmitir matérias sobre cidadania e patriotismo, bem como conhecimentos básicos sobre habilidades para vida.
Recomendou que os formadores dos futuros professores implementem um programa de formação que tenha em conta o nível académico e que obedeça a metodologia correcta, disciplina, ética e deontologia profissional e cultura de trabalho.
Presente na cerimónia, a Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortane, explicou que a província da Zambézia foi escolhida para acolher o primeiro curso do género, mas garantiu que a experiência será alargada a outros pontos do país, prevendo-se que sejam abrangidos, em todo o país, 19 institutos de formação de professores.
A ministra Conceita Sortane disse ainda que o Governo assume a formação e criação de condições de trabalho do corpo docente como uma acção prioritária no domínio do desenvolvimento humano.
Governo aprova o regulamento que estabelece o regime jurídico da implementação do sistema nacional de educação, aplicável para todas as instituições do ensino publicas, comunitárias, cooperativas e privadas.
Na sessão do Conselho de ministros desta semana, aprovou-se igualmente o regulamento da actividade de assistência em escala no sector da aviação.
O Vice-Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, Armindo Ngunga, manteve um encontro na manhã deste sábado com encarregados de educação na cidade de Maputo.
O encontro tinha como objectivo aprofundar e encontrar soluções das inquietações levantadas pelos alunos, no âmbito da visita do presidente da República, Filipe Nyusi, na Cidade de Maputo.